
Diretores do Seessb (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru) estiveram reunidos no último dia 8 de fevereiro com o 3º promotor de Justiça Cível e de Fundações de Bauru, José Carlos Carneiro de Oliveira, que cuida do caso da AHB (Associação Hospitalar de Bauru), na esfera civil. Durante a reunião os sindicalistas expuseram ao promotor a situação dos trabalhadores e a preocupação do sindicato com o destino da associação.
Participaram da reunião o assessor jurídico, a presidente e a presidente do Conselho Fiscal do Sindicato, Dr. José Marques, Vera Salvadio Pimentel e Marilsa Sales Braga, respectivamente.
Uma das preocupações da diretoria é a cessão das verbas complementares do Estado destinada ao AHB. Nos últimos três meses o Estado destinou cerca de R$ 7 milhões de verbas complementares a associação, a última parcela foi paga no dia 31 janeiro. Não se tem notícia de que o Estado enviará mais dinheiro extra a AHB a partir do mês de fevereiro.
O promotor disse que está fazendo tudo o que é possível para que haja a recuperação moral e financeira da AHB e que se preocupa com a situação dos 1.200 trabalhadores da associação.
Segundo ele, o MP entende que só existe uma solução para o caso – “o Estado ajudar a AHB a sair da crise”.
“A ruptura do Estado e a extinção do convênio com a AHB seria uma atitude irresponsável e inconsequente...o Estado não tem que pagar a conta da AHB, mas tem que dar condições para que a associação pague a suas dívidas”, disse ele.
Ele também afirmou que já tem uma possível saída para crise.
”O Estado investiria na recuperação dos prédios, na manutenção, no parque tecnológico e na compra de medicamentos, materiais e insumos. Assim sobraria fôlego para AHB gerenciar os convênios e pagar as dívidas. Se o Estado não ajudar a AHB vai falir”, afirmou o promotor.
Conforme ele, se o Estado não se conscientizar a situação da associação irá piorar.
“Chegou o momento crucial. O Conselho de Intervenção vai fazer o trabalho político para conscientização do Estado. Deputados, prefeitos, Secretários da Saúde viram as costas para a AHB. Agora é o momento de pressionar os políticos e o Estado. O sindicato pode atuar firmemente nesse sentido”, afirmou.
Os sindicalistas explicaram ao MP que desde que a crise da AHB teve início o Sindicato não tem medido esforços para buscar uma solução e também para garantir o aporte de verbas do Estado para associação.
Diretores do Seessb já estiveram reunidos com vereadores, deputados e o secretário-adjunto de Estado da Saúde para discutir a crise da associação.
(Inês Ferreira)


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Inês Ferreira
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